Fachada do Aldeia Shopping com letreiro em relevo.

Mão francesa do telhado seguindo a forma da marca criada pela Digbah.

Sinalização de fácil interpretação distribuída por todo o shopping.

 

 

[+] Aldeia Shopping - Quebrando paradigmas de mercado

Em meados de 2004, o empreendedor Antonio José visualizou a construção de um shopping em um terreno recém-comprado, no Pólo de Moda do Bingen, em Petrópolis. O Bingen, famoso por suas lojas de fábrica com preços super atrativos, divididas em quatro grandes shoppings, sempre atraiu milhares de atacadistas, que vêm de diversas partes do Brasil para revenderem as roupas em suas cidades. Porém, o Sr. Antonio José idealizou uma nova proposta de shopping.


Além de continuar com o atacado, mercado que consome em torno de R$ 25 milhões por ano só no Bingen, o Sr. Antonio José queria um shopping também de varejo, para atender o mercado local, e para isso, precisaria de variedade de lojas, com um mix de produtos bem extenso, entretenimento, conforto, beleza e constante interação com o mercado. Justamente o oposto da imagem do Pólo até então, ou seja, pequenos estandes amontoados, sem preocupações com a disposição dos produtos, infra-estrutura pobre de estacionamento e alimentação, lojistas pouco interados com o conjunto, horários variáveis durante a semana (por exemplo, na quinta-feira, quando chegam dezenas de ônibus de atacadistas pela madrugada, as atividades das lojas iniciavam às 5:00h da manhã e encerravam às 13:00h), o que comprometia a fidelidade do cliente varejista.

Ciente do desafio que iria passar, o Sr. Antonio José contratou a Digbah quando o projeto arquitetônico do shopping ainda era concebido, o que até facilitou na harmonia identidade visual x arquitetura. A proposta do shopping, identificada no briefing feito pela Digbah, era de um shopping diferente, com beleza, variedade, conforto e união entre os lojistas. O nome: Aldeia Shopping, aludindo às aldeias familiares de Portugal, terra natal do empreendedor.

Além de a marca ter que apresentar todos esses quesitos, a sinalização do shopping teria que seguir a mesma linha. Além disso, o manual de identidade da marca deveria facilitar e instruir de forma clara os grafismos e regras para o design de um layout, devido à constante (e urgente) criação de panfletos e banners para as promoções e eventos do shopping.

Ao ser inaugurado em 19 de novembro de 2005, com um coquetel entre todos os parceiros, funcionários e lojistas do Aldeia Shopping, com suas respectivas famílias, o projeto inovador do Aldeia Shopping era visto de nariz torcido por lojistas e principalmente administradores de outros shoppings da região, que não acreditavam na nova estratégia de atender também o varejo.

Com uma exposição massiva da marca facilmente atraente e memorável, a divulgação inicial foi tão eficiente que foi retirada das ruas antes do planejado (o que acarretou em uma economia financeira incomparável), os clientes lotaram os corredores do shopping para fazerem suas compras de final de ano, mostrando aos tradicionais atacadistas um novo e rentável mercado: o varejo local.

As vitrines e arquitetura das lojas agora são bem montadas, as marcas são concebidas e mantidas com maior profissionalismo, promoções são feitas com regularidade, o atendimento é mais aprimorado. Resumindo, os lojistas tiveram que se adaptar a este recém descoberto mercado varejista.

Com isso, o paradigma foi quebrado, e hoje, o Pólo de Moda do Bingen não resistiu em seguir o novo paradigma de gestão realizado pelo Sr. Antonio José, com a ajuda da Digbah.

 

 
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